Manutenção Corretiva: 3 exemplos para você avaliar seus conhecimentos

Saiba tudo sobre Manutenção Corretiva, desde o conceito, passando pelos custos, até as boas práticas. Além disso, você garante um Kit Plano de Manutenção com planilha em Excel gratuita!

Vamos entender a manutenção corretiva na prática? Para começar, trouxemos os principais conceitos!

Manutenção é a combinação de todas as ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida.

Essa definição vem da ABNT (1994) e sua norma NBR 5462, norma regulamentadora de confiabilidade e mantenabilidade que guia prestadores de serviços e empresas. 

Dentro do universo da manutenção, existem os tipos mais utilizados em reparos, inspeções ou vistorias, sejam elas industriais, prestação de serviços, prediais, entre outros. Algumas delas são:

Aqui você confere as respostas das principais perguntas sobre o tema, como:

  1. O que é Manutenção Corretiva?
  2. Quais os tipos de Manutenção Corretiva?
  3. Manutenção Preventiva e Corretiva: qual a diferença? 
  4. O que é Curva PF e como aplicar na Manutenção Corretiva?
  5. Três Exemplos de Manutenção Corretiva para você praticar e testar os conhecimento;
  6. Quanto custa a Manutenção Corretiva? 
  7. Como melhorar a minha Manutenção Corretiva? 

1 – O que é Manutenção Corretiva?

Quando você, como profissional da área de manutenção, recebe uma ligação avisando de uma pane, falha ou quebra de um ativo/equipamento e precisa, urgentemente, resolver este problema, para que não haja maiores prejuízos ou paradas prolongadas, isso é claramente a definição de manutenção corretiva.

A solução precisa ser mais imediatista e, geralmente, não é esperada, o que é um ponto negativo quando tratamos de planejamento de manutenção

Mas então, a manutenção corretiva é sempre ruim? Nem sempre, vamos mostrar o porquê e como ter mais previsibilidade neste tipo de manutenção no próximo tópico.

2 – Quais os tipos de Manutenção Corretiva? 

Com tantos tipos de manutenção no mercado, é necessário entender a diferença entre elas para saber optar da melhor forma e aplicar com eficiência em todos os casos. 

Lembra que falamos sobre a manutenção corretiva ser sempre ruim ou não? Pois bem, dentro do universo corretivo, existem dois tipos, e a definição deles vai responder a nossa pergunta inicial. Veja:

👎 Manutenção Corretiva Emergencial ou Corretiva Não Planejada

Antes de mais nada, esse é o tipo de manutenção que devemos evitar, pois, como o próprio nome define, ela ocorre quando menos esperamos, trazendo junto prejuízos e riscos.

Ela requer emergência porque pode envolver fatores decisivos e prioritários como a segurança física das pessoas, a integridade do ambiente que se encontra e, como falamos anteriormente, as famosas paradas prolongadas que podem afetar diretamente a produção ou conservação de algo.

A Corretiva Não Planejada é um sinal de alerta que demonstra que há gaps no seu Plano de Manutenção, e que ele precisa ser revisado. 

Quando um equipamento simplesmente para pode causar, além de uma desorganização desnecessária, também um custo, quase sempre elevado, situações perigosas para a equipe ou cliente.

É como se o ativo aqui estivesse no comando, e quando ele decide pifar mesmo dando avisos prévios, que são ignorados por quem o gere, pode se tornar um problema muito maior do que o previsto. Fique atento!

👍 Manutenção Corretiva Planejada 

Corretiva Planejada é outra história, quando é perceptível a queda do desempenho de uma máquina, vibrações estranhas ou quando pequenas falhas já dão as caras aí entra este tipo de manutenção.

Ela segue o Plano de Manutenção, isto é: assim é possível agendar vistorias, programando paradas estratégicas, proporcionando segurança para todos os envolvidos, sem surpresas negativas. 

Em outras palavras, a manutenção corretiva planejada acontece após a falha potencial (quando há falha, mas os equipamentos continuam em funcionamento), diferente da manutenção corretiva não planejada que ocorre após a falha funcional (quando a operação para por completo).

Muitos profissionais ainda se questionam sobre a diferença entre a Manutenção Corretiva Planejada e a Manutenção Preventiva. No próximo tópico vamos entender melhor.

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3 – Manutenção Preventiva e Corretiva: qual a diferença? 

Podemos definir essa diferença em uma palavra: previsibilidade

Enquanto a Manutenção Corretiva, mesmo a planejada, acaba ocorrendo a partir de uma falha funcional, a Manutenção Preventiva vem da cultura da inspeção periódica, está sempre no radar, deixando a equipe um passo à frente.

Neste artigo, preparamos uma tabela comparativa com exemplos bem interessantes para você tirar todas as dúvidas. 

E por falar em planejamento, vamos conhecer a Curva PF, tão necessária na Manutenção Corretiva. Acompanhe!

4 – O que é Curva PF e como aplicar na Manutenção Corretiva?

Seguindo os padrões RCM (Manutenção Centrada em Confiabilidade), a Curva PF é considerada uma ferramenta analítica fundamental para um bom Planejamento e Controle de Manutenção (PCM), ela guia o gestor/técnico na tomada de decisão sempre que as estratégias operacionais estão sendo montadas. 

Observe o gráfico a seguir:

Curva PF

(Fonte: LinkedIn)

Neste plano cartesiano…

Eixo das abscissas (x) = tempo de uso do ativo

Eixos das ordenadas (y) = performance do ativo

Falha Potencial (P) = primeira falha ou falha em estágio inicial

Falha Funcional (F) = responsável pela incapacidade do funcionamento do ativo

O objetivo deste gráfico é saber o intervalo entre os pontos P e F. Traduzindo: o espaço entre a Falha Potencial e a Falha Funcional, com isso a Curva PF comprova o desempenho e/ou condição do ativo.

Entender, ler e analisar o intervalo de tempo entre uma falha e outra é indispensável, pois essa ação gera um impacto direto nos custos de manutenção e na disponibilidade do ativo.

A Curva PF nos mostra que com o passar do tempo, quanto mais demorarmos para tomar a decisão de correção da falha, maior será o custo para efetuar o reparo no ativo.

Abaixo temos outro exemplo gráfico:

Curva PF - custo para reparo

(Fonte: LinkedIn)

Como aplicar a Curva PF na Manutenção Corretiva Planejada?

A aplicação da curva PF pode ser realizada em qualquer ativo que se deseja identificar os intervalos.

A partir daí, conseguiremos traçar uma estratégia em cima dos tipos de manutenção existentes.

É bom lembrar sempre que falha potencial surge bem antes da falha funcional e que, com o passar do tempo, a falha vai ganhando níveis e se mostra mais presente.

Assim, para notar a crescente dos níveis de falha é preciso utilizamos alguns recursos:

⚠️ Análise por Ultrassom: a detecção por ultrassom consegue pegar falhas antes mesmo do aumento dos níveis de vibração e temperatura. Indicado para equipamentos rotativos!

⚠️ Análise por Vibração: esse recurso será capaz de identificar desvios do padrão de vibração do ativo, isso acontece porque a vibração é como uma impressão digital do ativo, e qualquer variação mínima é sim um grande indicativo de uma falha potencial.

⚠️  Análise Sensitivas: aqui a falha atinge níveis nos quais é possível detectar a falha com o auxílio dos sentidos humanos, bem como a audição ou visão, por exemplo. Então, neste momento a experiência e expertise do profissional, seja técnico ou gestor, conta demais nessas horas. 

Considerando todas essas informações, temos o último gráfico exemplo:

Curva PF exemplo

(Fonte: LinkedIn)

5 – Exemplos de Manutenção Corretiva

Que tal exercitar o que aprendeu? Vamos citar 3 exemplos práticos e você terá que identificar se ele é uma Manutenção Corretiva Planejada ou Não Planejada.

🌟(a resposta estará no final do texto, confira depois para ver se acertou todas) 

1º Exemplo – Manutenção Corretiva em Bomba de Processo

Considere que, durante a elaboração de um plano de manutenção, o técnico inspecionou a gaxeta e identificou que há vazamentos na região da bucha.

Tudo foi anotado no documento do plano: como realizar, qual peça deve ser trocada, quem foi o técnico que verificou a falha potencial.

Essa ação, realizada dentro da periodicidade estipulada previamente, contribui para que a falha funcional acabe não ocorrendo e assim o funcionamento do equipamento seja garantido.

2º Exemplo – Manutenção Corretiva em Plano de Lubrificação

O redutor de um dos principais equipamentos da empresa quebrou repentinamente, parando as atividades da empresa do seu cliente.

Ao chegar no local você solicita um histórico do ativo, porém, além de não haver este documento, o gerente de produção diz que nunca foi aplicado um plano de lubrificação do redutor por falta de tempo e do orçamento limitado da empresa.

O reparo não pode esperar e, mesmo sabendo que aquela não foi a melhor forma de cuidar do redutor, você precisa solucionar o problema, antes que seu cliente tenha ainda mais prejuízo, por tanto, fazer a troca das peças ou uma boa lubrificação é a correção imediata mais correta a se escolher.

3º Exemplo – Manutenção Corretiva do Motor Elétrico

O superaquecimento de um motor elétrico é outro exemplo clássico de quando as empresas ignoram os sinais das falhas potenciais e ela acaba se tornando uma falha funcional que acarreta em dores de cabeça e perda de dinheiro.

Fuja deste tipo de situação!

6 – Quanto custa a Manutenção Corretiva? 

A Manutenção Corretiva, no caso a não planejada, é uma das mais caras do mercado, justamente por ser aplicada apenas quando o ativo requer um reparo muito maior ou até mesmo sua troca total.

Para ter uma visão de quanto custa a manutenção corretiva, é necessário entender cada um dos processos que envolvem dinheiro. Veja só:

💸 Lucro Cessante – Com a parada do equipamento, as atividades ou produção também param e, como a máxima é de que “tempo é dinheiro”, aqui não seria diferente. Tempo ocioso = a menos dinheiro no caixa. 

💸 Danos auxiliares – Como a falha potencial não foi tratada a tempo de se transformar em uma falha funcional, no caso das mais avançadas, uma simples troca de olho se transforma em uma troca do motor inteiro, e aí nem precisamos falar que essa diferença de custo acaba entrando na listo do prejuízo né?!

💸 Compras emergências – Sem planejamento, fica difícil saber o que temos ou não em estoque. Caso seja preciso encomendar uma peça com urgência, só de frete você acaba pagando quase o dobro do que o normal, e isso precisa ser muito considerado. 

💸 Tempo aplicado – Na manutenção corretiva, o tempo levado para um reparo também pode duplicar, já que para achar a causa raíz com o equipamento já danificado leva-se um período de análise muito maior, tirando o técnico da execução das atividades planejadas para o dia, deixando tudo para este retrabalho que poderia ser evitado ou, no mínimo, previsto. 

7 – Como melhorar a minha Manutenção Corretiva? 

O certo sempre será investir numa Manutenção Corretiva Planejada, ou em outros tipos de manutenção, como as que citamos lá no começo do texto.

Para isso acontecer você tem que investir em planejamento, e o Plano de Manutenção é fundamental. Com ele você garante:

  • Padronização dos processos;
  • Maior previsibilidade de falhas;
  • Eficiência nas tomadas de decisões;
  • Maior produtividade do time em campo;
  • Históricos das visitas e atendimentos; 
  • Corte de gastos desnecessários;
  • Orçamentos mais estáveis; 
  • Satisfação do cliente ou gestor da empresa. 

Pensando nisso, te convido a baixar o Kit Plano de Manutenção, produzido pela nossa equipe Produttivo. Nele você encontra, além de um modelo pronto em Excel, também um guia de boas práticas já com alguns exemplos de aplicação. 

Aproveite. É grátis! 

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Confira as respostas do item 5. 

1º Exemplo: Manutenção Corretiva Planejada;

2º Exemplo: Manutenção Corretiva Não Planejada;

3º Exemplo: Manutenção Corretiva Não Planejada;

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